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Delícia Picante

Categoria: Saúde

Nossos antepassados já usavam a pimenta para curar muitos dos nossos muitos males por pura intuição... Mas agora seus benefícios já têm comprovação científica ! Veja como acrescentar sabor à culinária garantindo saúde

Ardidinhas, saborosas e perfeitas para aquecer os mais variados pratos, as pimentas são aquele tipo de alimento capaz de despertar amor e ódio entre as pessoas. Tem gente que não dispensa uma pitada nos lanches e refeições diárias. Há também aqueles que fogem das comidas picantes, temendo seus efeitos no organismo. Mas foi exatamente a descoberta dessa sensação tão peculiar que rendeu ao homem, desde a Antigüidade, muitas aventuras e surpresas. A primeira foi o uso da iguaria como medicamento, já que naquela época todas as tentativas de aliviar a dor eram bem-vindas. A preocupação com a saúde criou o hábito alimentar e, mais tarde, muitos começaram a apreciar aquele gostinho ardido, passando a incrementar cozidos e assados com o condimento. Hoje a planta é consumida por ¼ da população mundial. Há bastante tempo ela tem sido estudada por cientistas e médicos que comprovaram sua eficácia contra diversos problemas, como enxaqueca, depressão, gripes e reumatismo. A seguir, saiba tudo o que ela pode fazer pelo bem do seu corpo.

Uma pitada de saúde
Pesquisadores do mundo todo não param de descobrir que a pimenta, tanto do gênero Piper (pimenta-do-reino) como do Capsicum (pimenta vermelha), tem qualidades farmacológicas importantes. Segundo o médico homeopata MarcioBontempo, autor do livro Pimenta e Seus Benefícios à Saúde, publicado pela editora Alaúde, além dos princípios ativos capsaicina e piperina, o condimento é muito rico em vitaminas A, E e C, ácido fólico, zinco e potássio. Tem, por isso, fortes propriedades antioxidantes e protetores do DNA celular. Também contém bioflavonóides, pigmentos vegetais que previnem o câncer. Graças a essas vantagens, a planta já está classificada como alimento funcional, o que significa que, além de seus nutrientes, possui componentes que promovem e preservam a saúde. Hoje ela é usada como matéria-prima para vários remédios que aliviam dores musculares e reumatismo, desordens gastrintestinais e na prevenção de arteriosclerose. Apesar disso muitas pessoas ainda têm receio de consumi-la, pois acreditam que possa causar mais mal do que bem. Se você é uma delas, saiba que diversos estudos recentes têm revelado que a pimenta não é um veneno nem mesmo para quem tem hemorróidas, gastrite ou hipertensão.

As doenças que a pimenta cura e previne:
Enxaqueca: O tempero provoca a liberação de endorfinas, analgésicos naturais potentes, que atenuam a dor.
Obesidade: Consumida nas refeições, ela estimula o organismo a diminuir o apetite nas seguintes. Um estudo revelou que a pimenta derrete os estoques de energia acumulados em forma de gordura corporal. Além disso aumenta a temperatura (termogênese) e, para dissipá-la, o organismo gasta mais calorias. As pesquisas indicam que cada grama queima 45 calorias.
Depressão: A ingestão da iguaria aumenta a liberação de noradrenalina e adrenalina, responsáveis pelo nosso estado de alerta, que está associado também à melhora do ânimo em pessoas deprimidas.
Hemorróidas: A capsaicina tem poder cicatrizante e já existem remédios com pimenta para uso tópico.
Pressão alta: Como tem propriedades vasodilatadoras, ajuda a regularizar a pressão arterial.
Câncer: Pesquisas nos Estados Unidos apontam a capacidade da capsaicina de inibir o crescimento de células de tumor maligno na próstata, sem causar toxicidade. Um outro grupo de cientistas tratou seres humanos portadores de tumores pancreáticos malignos com doses desse mesmo princípio ativo. Depois de algum tempo constataram que houve redução de 50% dos tumores, sem afetação das células pancreáticas saudáveis ou efeitos colaterais. Já em Taiwan os médicos observaram a morte de células cancerosas do esôfago.
Esquistossomose: A cubebina, extraída de um tipo de pimenta asiática, foi usada em uma substância semi-sintética por cientistas da Universidade de Franca e da Universidade de São Paulo. Depois do tratamento (que tem baixa toxicidade e, por isso, é mais seguro), a doença em cobaias foi eliminada.
Males do coração: A pimenta caiena tem sido apontada como capaz de interromper um ataque cardíaco em 30 segundos. Ela contém componentes anticoagulantes que ajudam na desobstrução dos vasos sanguíneos e ativam a circulação arterial.
Gripes e resfriados: Tanto para o tratamento quanto para a prevenção dessas doenças é comum recomendar a ingestão de uma pequena pimenta malagueta por dia, como se fosse uma pílula.
Feridas abertas: É anti-séptica, analgésica, cicatrizante e anti-hemorrágica quando o seu pó é colocado diretamente sobre a pele machucada
Reumatismo, artrite e artrose: Recomenda-se a aplicação de compressas quentes ou frias nas articulações, feitas com 250 gramas de pimenta vermelha socada e misturada a uma pasta de purê de inhame. Use uma vez ao dia até a melhora.
Infecções: O alimento combate as bactérias, já que tem poder bacteriostático e bactericida, e não prejudica o sistema de defesa, pelo contrário, até estimula a recuperação imunológica.
Baixa imunidade: A pimenta tem sido aplicada em diversas partes do mundo no combate à Aids com resultados promissores.

Conheça as qualidades mais comuns de pimenta e suas características:

De bico: Tem formato arredondado com um biquinho. Quando o fruto nasce, apresenta cor verde e vai se tornando vermelho ao amadurecer. Não é ardida, mas seu aroma é bem forte.

Dedo-de-moça: Alongada e vermelha, é uma das mais consumidas no Brasil. Também conhecida como pimenta vermelha, tem baixo índice de ardência e de aroma. Encontrada tanto in natura como desidratada em flocos.

Pimenta-da-Jamaica: Tem sabor que lembra a mistura de cravo, canela e noz-moscada e é também conhecida como pimenta síria. Usada em assados, churrasco, molhos, conservas e doces.

Pimenta-Malagueta: Os frutos vermelhos e pequenos possuem ardência de média a alta. A malagueta é uma das mais requisitadas pela culinária baiana.

Calabresa: Bastante conhecida e usada no Brasil, trata-se da dedo-de-moça. Pode ser inteira seca, desidratada em flocos com sementes ou em pó.

Cambuci: Suave e levemente doce, aromatiza pratos com legumes e cozidos. É vermelha quando madura.

Jalapeño: Seus frutos são cônicos e verdes ao nascerem e vermelhos ao amadurecer. Não é muito ardida.

Rosa: Parente do caju e da manga, é o fruto da aroeira que, quando maduro, apresenta uma coloração que vai do rosa-claro ao vermelho-escarlate. Seu sabor é ameno e adocicado.

Pimenta-do-reino: Existente nas cores preta, verde e branca, essa é uma das especiarias mais antigas, tem sabor forte e é usada como condimento na culinária de diversos países.

Pimenta-de-Caiena: Originária da Guiana Francesa, é uma variedade da pimenta-malagueta, mas atualmente é conhecida como um condimento preparado com vários tipos de pimentas. Tem sabor forte.

Curiosidades Ardentes

01 A pimenta é o segundo tempero mais usado em todo o mundo. O único que a supera é o sal.

02 Calcula-se que ¼ da população mundial consuma pelo menos um alimento apimentado diariamente.

03 Por sua pele vermelha, o calor que provoca e o prazer misturado com um leve toque de dor, ela sempre foi considerada uma “coisa do demônio”.

04 Dizem que um vaso com uma pimenteira cheia de frutos vermelhos na entrada da casa, escritório ou loja afasta a inveja e o mau olhado.

05 A expressão “olhar de seca pimenteira” é usada quando uma pessoa, só de olhar, estraga ou prejudica algo.

06 A pimenta-do-reino era tão valorizada na Idade Média, que chegou a ser empregada como dinheiro.

07 O primeiro europeu a descobrir a pimenta vermelha foi Cristóvão Colombo.

08 As pimentas vermelhas ocupam o terceiro lugar em produção e consumo de hortaliças para tempero no Brasil.

09 A água não atenua a ardência do condimento. O melhor para esses casos é o leite.

10 Mastigar uma pimenta sempre foi sinônimo de resistência e virilidade. A verdade é que 50% das pessoas possuem um número menor de botões gustativos por cm3 em suas línguas e, por isso, não sentem tanto ardor.

Esquente suas refeições
Colocar esse tempero nas mais variadas preparações culinárias dá um sabor inigualável. Porém nem todo mundo gosta de sentir a ardência que ele provoca. Para aproveitar a pimenta de fato, Márcio Bontempo ensina retirar as responsáveis pela sensação picante: as sementes e a placenta (pelinha branca dentro do fruto). Incorporá-la aos pratos do dia-a-dia não é uma tarefa difícil, já que pode, tranqüilamente, fazer parte de molhos, temperar carnes vermelhas, aves, peixes, arroz, feijão e ainda dar um toque especial às sobremesas.

GELÉIA DE PIMENTA

300 gde pimenta dedo-de-moça
2 xícaras (chá) de água
2 xícaras (chá) de suco de laranja
8 xícaras (chá) de açúcar
1 xícara (chá) de limão
1 pitada de sal

modo de preparo
Retire o cabo das pimentas. Bata todos os ingredientes no liquidifificador. Coe e passe para uma panela de fundo grosso e deixe ferver em fogo baixo. Vá retirando a espuma que se forma com uma escumadeira. O tempo de redução varia de 20 a40 minutos após começar a ferver. Deixe os vidros em que irá guardar a geléia com água quente. Para verifificar se ela está no ponto, derrame um pouco da mistura em um pires e espere esfriar. Se endurecer, está pronta. Depois de jogar água, coloque a geléia ainda quente nos vidros e tampe.

PIMENTA NO AZEITE DE OLIVA

1 xícara (chá) de azeite de oliva extravirgem
2 dentes de alho picados
1 colher (chá) de suco de limão

pimentas selecionadas à sua escolha

modo de preparo
Retire as sementes e os talos das pimentas. Frite o alho no azeite até fificar levemente dourado. Coloque as pimentas em um vidro de conserva, deixando um espaço livre de 2 cm. Aqueça 1 xícara (chá) de azeite a 300o C. Enfifie o cabo de uma colher no meio das pimentas e abra um buraco. Despeje o azeite quente lentamente, para que penetre. Complete o pote com azeite até atingir 0,5 cmda boca e tampe bem fifirme. Deixe esfriar naturalmente. Conserve na geladeira

CONSERVA BÁSICA DE PIMENTA

Pimentas selecionadas de sua escolha
2 copos de vinagre branco
1 colher (sopa) de açúcar
1 colher (chá) de sal

modo de preparo
Faça uma calda com o vinagre, o sal e o açúcar, levando essa mistura para ferver por dois minutos. Faça o branqueamento das pimentas cozinhando-as no vapor, sem que fifiquem muito moles. Coloque-as num vidro esterilizado e jogue a calda quente por cima. Deixe esfriar, tampe e conserve na geladeira.

BOLO INTEGRAL DE CHOCOLATE COM PIMENTA

para a massa
2 ½ xícaras (chá) de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fermento em pó
1 xícara (chá) de chocolate em pó sem açúcar
10 grãos de pimenta-do-reino
½ colher (sopa) de pimenta calabresa seca
3 ovos
1 xícara (chá) de óleo
1 lata de leite condensado
1 pedaço de canela em pau
1 xícara (chá) de leite

para a cobertura
1 xícara (chá) de chocolate em pó
1 colher (chá) de pimenta-do-reino moída
50 g de manteiga
½ xícara (chá) de leite
½ xícara (chá) de açúcar

modo de preparo
Em uma panela coloque o leite, as pimentas,e a canela e leve ao fogo para ferver. Retire, espere amornar e coe, desprezando as pimentas e a canela. Bata no liquidifificador o leite, o leite condensado, os ovos e o chocolate em pó. Coloqueem um recipiente e misture bem com a farinha e o fermento. Despeje em uma fôrma redonda, de aproximadamente 30 cmde diâmetro, untada e enfarinhada, e asse em forno médio-alto, pré-aquecido, por 40 minutos. Quando o bolo estiver quase pronto, prepare a cobertura. Misture o chocolate em pó, o açúcar, a manteiga, o leite e a pimenta e leve ao fogo baixo, deixando ferver por 2 minutos ou até engrossar. Desligue o fogo, bata a cobertura com um garfo ou colher e coloque sobre o bolo ainda quente. Sirva em seguida.







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